sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SENADO DEBATE PROFISSÃO DE CUIDADOR

A população brasileira de idosos cresce a cada ano e essa parcela da sociedade necessita, a partir de determinado momento, de cuidados e assistência para a realização das tarefas mais básicas do seu cotidiano. 31,5 milhões de idosos devem compor uma parte da população de 215 milhões de pessoas no ano de 2025, segundo estimativas do IBGE.
Por conta da falta de uma regulamentação na formação e definição das atividades próprias do “cuidador de idosos”, e para instruir o PLS 284/11, que prevê a regulamentação da profissão, ocorreu nesta quinta-feira (20/10), audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), solicitada pela senadora Marta Suplicy (PT-SP).
“Esse é um dos projetos mais importantes que temos na Casa. Porque ele pode mudar a vida de milhões de cidadãos que hoje são desprezados”, assim definiu a senadora paulista que detém a relatoria do PLS.
Ocupação- Tânia Garib, Secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social do Mato Grosso do Sul lembrou aos senadores que apesar de ainda não ser uma profissão regulamentada, a atividade de cuidador de idosos consta na Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego.
Ana Paula da Silva, Diretora do Departamento de Qualificação do Ministério do Trabalho e Emprego, informou que, segundo dados da Pasta, existem 10.381 cuidadores de idosos atuando com Carteira de Trabalho assinada. Mas, que apesar disso, é necessário que seja definido o seu campo de atuação.
“Muitos cuidadores estão atuando com uma carga horária abusiva, sem folgas e ambiente de trabalho inadequado. Também não se pode confundir o cuidador de idoso com um profissional doméstico que vai cuidar da limpeza da casa”, explicou Marília Berzins, representante do Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE).
Jorge Roberto de Souza e Silva, Presidente da Associação dos Cuidadores de Idoso de Minas Gerais – ACI-MG, também alertou para uma possível preocupação de auxiliares de enfermagem, quanto ao campo de atuação dos cuidadores. “Não somos e nem temos a intenção de sermos profissionais de saúde. Mas, trabalhamos juntos com eles e com os profissionais da assistência social”, explicou.
Os palestrantes concordaram que o trecho do projeto que trata do campo de atuação do cuidador de idosos, deve ser definido como o profissional que auxilia o idoso na sua higiene, lazer, como, por exemplo, ajudá-lo em passeios, leituras, na ação de lembrar o idoso de ingerir sua medicação, previamente prescrita por um profissional da saúde.
Educação- O projeto inicial, de autoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), define como escolaridade mínima para a formação do cuidador de idosos, o ensino fundamental. Mas, esse ponto causou discordância entre os palestrantes.
Jorge Roberto de Souza e Silva (ACI-MG) apontou que essa parte do projeto deve ser alterada, para não excluir pessoas que já atuam na área, mas que não possuem a escolaridade exigida no atual projeto.
“Antes de pensar na escolaridade, temos de pensar nos cuidadores de idosos já em atuação, que hoje cuidam de seu lar com os rendimentos dessa atividade”, destacou. “A sua fala mostrou uma coisa muito clara. Talvez, não seja somente o aspecto técnico que tenhamos de avaliar nesse projeto. Talvez o cuidador de idosos técnico cuide pela metade do idoso. Ele não vai ter o carinho no trato com o idoso. Então, esse é um ponto que teremos de analisar, mas também não podemos eliminar a questão da educação”, avaliou a senadora Marta.
Ana Paula da Silva, Diretora do Departamento de Qualificação do Ministério do Trabalho e Emprego, sugeriu que as pessoas que já atuam na área e não se enquadram nos critérios mínimos de escolaridade, possam comprovar a sua aptidão para a função de outra forma.
“O Ministério sugere que seja realizada a qualificação de saberes para que se reconheça que aquela pessoa está habilitada para aquela função, seja através da vivência ou curso de capacitação. Essa é uma profissão que passa pela questão vocacional. A pessoa deve querer o bem e querer cuidar do próximo”, definiu.
A senadora Ana Rita (PT-ES), que acompanhou a audiência, parabenizou a iniciativa dos senadores e previu a preparação de um relatório que atinja a expectativas dos cuidadores e também dos idosos.
“Fiquei muito contente com a participação da mesa, com as falas de conteúdo extremamente grandioso sobre um tema que muito nos interessa e nos afeta profundamente. Não tem alguém aqui que não tenha que se relacionar com um idoso de alguma maneira. Agradeço a senadora Marta, por ter oferecido essa oportunidade de trazer pessoas com tanta competência e contribuição”, concluiu.
Ações conjuntas – Luíza Fernandes Machado, Coordenadora da Área Técnica de Saúde do Idoso do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (DAPES/SAS/MS), chamou a atenção para o fato de que a questão do envelhecimento da população não deve ser somente uma preocupação do Ministério da Saúde. Mas, que outros órgãos devem se preocupar e também construir ações voltadas para os idosos.
“Essa deve ser uma responsabilidade intersetorial, um assunto com ações transversais. O nosso foco continua sendo a saúde da população materno-infantil e precisamos inverter isso”, explicou.
Outro projeto – Ainda durante a audiência, os palestrantes fizeram diversas críticas ao PL 6966/06, que se encontra na Câmara dos Deputados e prevê a regulamenta a profissão de cuidador de pessoa, delimita a atuação e fixa piso salarial aos profissionais.
De acordo com Marta Suplicy, quando o PL 6966/06 chegar ao Senado, a senadora solicitará o apensamento do projeto ao PL 6966/06, para que não se tenham dois projetos que tratam do mesmo assunto com definições distintas sobre a profissão.
Extraído de: http://ptnosenado.org.br/textos/118-comissoes/4178-cuidador-de-idosos-um-projeto-para-mudar-a-vida-de-milhoes

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Programa mais você - cuidador de idoso


Cuidadores de idosos: conheça a profissão


Carinho, compreensão e dedicação. Esses são os pré-requisitos
 fundamentais para quem deseja seguir a profissão de cuidador. 
Porém, os casos divulgados pela imprensa variam e mostram 
uma realidade diferente. Ana Maria Braga falou sobre o assunto
 no Mais Você desta sexta-feira, 16 de setembro.

“É uma pessoa que, de repente, se torna parte da família. Para 
você ter uma ideia, de acordo com o censo de 2010 do IBGE, 
a população, com 70 anos ou mais de idade, aumentou de
6,4 milhões de pessoas, em 1999, para 9,7 milhões, em 2009. 
Sendo que cerca de 48% sofria de mais de uma doença crônica 
e precisando de cuidados”, contou Ana Maria, fazendo um alerta 
para as famílias observarem muito bem quem vão contratar.


Em reportagem, Nádia Bochi mostrou como é o curso preparatório 
para ser cuidador. Em São Paulo, ela acompanhou a rotina de 
quem deseja assumir a profissão. Muitas delas estão em busca 
de aperfeiçoamento. Entre os alunos, diversos deles já tinham 
uma profissão, mas, mesmo assim, desejam seguir a carreira 
de cuidadores. O salário inicial de um cuidador varia de R$800 
     a R$1.200, por mês, e pode aumentar muito de acordo com a 
     atuação do profissional. 

O programa também mostrou como é a vida do idoso Álvaro Gomes 
da Costa, que teve um AVC. Há seis meses, ele é cuidado por Lilian 
Nunes da Cruz. Ela acompanha toda a rotina do idoso, que a 
considera um anjo da guarda. A cuidadora declarou amor à 
profissão e foi bastante elogiada por ele. “A gente acaba tendo 
uma cumplicidade. O meu papel aqui é fazer o melhor para ele”, 
admitiu Lilian.

domingo, 21 de agosto de 2011


Projeto do Senado regulamenta a profissão cuidador de idoso

17/08/2011 15h41 - Atualizado em 17/08/2011 15h41
 
Senador Waldemir Moka (PMDB) apresentou o projeto de lei nº 284, de 2011, que cria e regulamenta a profissão “cuidador de idoso”. A matéria está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e tem como relatora a senadora Marta Suplicy (PT-SP).“Sabe-se que a população brasileira está envelhecendo. Mantidas as atuais tendências demográficas, em 2050 o Brasil contará com 63 milhões de idosos ou 172 idosos para cada 100 jovens contra apenas 10 idosos para 100 jovens em 1980”, justifica o senador.


Moka diz que o quadro atual revela crescimento acentuado da população brasileira, o que torna necessária a criação da profissão para melhorar a qualidade de vida dos idosos. “Esse profissional, cuja função é a de auxiliar o idoso no desempenho das atividades cotidianas, praticamente era desconhecido até poucos anos”, avalia.


O senador lembra que, em 2010, os ministérios da Saúde e o do Desenvolvimento Social deram início a um programa nacional de formação de cuidadores. "Esses órgãos anteciparam que a demanda por esses profissionais deverá sofrer forte incremento nos próximos anos e que, para acompanhá-la adequadamente, é necessário investir na formação de trabalhadores, de maneira a capacitá-los ao tipo do trabalho que vão enfrentar”, afirma.
O projeto de lei determina as condições mínimas para o exercício da profissão e relaciona as funções principais e o campo de atuação profissional dos cuidadores de idoso. “É importante que assimilemos a profissão de cuidador de idoso ao nosso ordenamento jurídico, de forma a oferecer a esses profissionais o amparo legal que já concedemos a outras profissões já consolidadas”, acrescenta.

ENDEREÇOS ELETRÔNICOS

ORKUT: reviver cuidador de idoso

FACEBOOK: reviver curso para cuidador

EMAIL: re.viver@hotmail.com

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cuidadores de idosos: profissão em alta


Uma reportagem do Bom dia Brasil, do dia 11/02/11, da Rede Globo, chama a atenção da sociedade brasileira para a agenda da longevidade na qual a profissão de cuidador de idoso será essencial para o desenvolvimento social do país, uma vez que até 2050, 30% dos brasileiros serão idosos e muitos vão precisar de algum tipo de cuidado.
De acordo com o Ministério da Saúde, hoje quase quatro milhões de idosos
necessitam de cuidados para continuar a viver em suas casas e na comunidade onde estão inseridos.
Hoje, o cuidador ou cuidadora de idosos já é uma pessoa ou profissional bem conhecida das nossas famílias e da sociedade moderna. Normalmente são mulheres e com baixo nível de escolarização. Esta função está sendo cada vez mais requisitada pelas pessoas idosas e pelas famílias.
Antes o cuidado era feito exclusivamente pelas famílias, mas a família mudou muito nas últimas décadas. Um fator importante e decisivo para a mudança da estrutura familiar foi o fato da mulher, tradicional cuidadora, sair de casa para trabalhar. Outro fato é a redução do número de filhos das famílias brasileiras. Hoje, a média de filhos por família é apenas dois. Esses e outros fatores estão exigindo da sociedade vários rearranjos na responsabilidade de quem cuida da pessoa idosa.
O acesso ao emprego também ocorre por meio de cursos e treinamentos de formação profissional básicos, concomitante ou após a formação mínima que varia da quarta série do ensino fundamental até o ensino médio.
A reportagem da Rede Globo traz ainda o papel do cuidador de idoso: trata-se de um profissional que complementa o trabalho de médicos e enfermeiros, reforça ou até mesmo substitui o carinho da família, e também um papel importante em instituições públicas e privadas para idosos, pois seu trabalho consiste em ajudar o idoso nas atividades do dia a dia, como alimentação, remédios, troca de fraldas, banho..., e identificar os seus desejos.
“Cuidar com amor” foi a resposta das cuidadoras entrevistadas pela Rede Globo, pois se não tiver amor não há como ser cuidadora. Esta é uma questão crucial para a profissão, pois toda a rotina de cuidados gira em torno dos horários e tempos para as atividades do dia a dia, não sobrando espaço e tempo para o cuidador cuidar de si.

sábado, 16 de julho de 2011

CRESCE A PROCURA POR CUIDADOR DE IDOSO NO ESTADO DE SÃO PAULO

A profissão de cuidador de idosos é uma das categorias que desponta nas agências de emprego paulistanas, influenciada pelo envelhecimento da população. Na capital paulista, há 1,3 milhão de idosos, o que significa 11,8% do total de 11,2 milhões de habitantes.
No Parque Buenos Aires, no coração de Higienópolis, um dos bairros com mais idosos da cidade, os mais velhos são acompanhados de cuidadores de todo tipo: ex-babás, ex-domésticas, simples acompanhantes, empregadas incumbidas de medicar e levar o idoso para passear e profissionais de enfermagem, que assistem os mais doentes.
A procura por um CUIDADOR DE IDOSO é um fenômeno que está diretamente ligado ao envelhecimento da população e ao fato de as famílias preferirem um cuidador a um asilo.
Por isso a importância de profissionais capacitados no mercado.



Informações do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dúvidas sobre o Cuidador de Idoso


Na Classificação Brasileira de Ocupações, onde o cuidador de idosos é conceituado como TRABALHADOR DOMÉSTICO, como a empregada doméstica, a babá, a faxineira ou a cozinheira. Assim, o que vale para a empregada doméstica, ainda vale para o cuidador de idosos. Veja o que fala a Classificação Brasileira de Ocupações:
“5162 -10 Cuidador de idosos - Acompanhante de idosos, Cuidador de pessoas idosas e dependentes, Cuidador de idosos domiciliar, Cuidador de idosos institucional, Gero-sitter.
Descrição sumária
Cuidam de idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida.”
Assim, o cuidador de idosos tem direitos trabalhistas assegurados pela constituição, como qualquer trabalhador:
  1. carteira de trabalho devidamente anotada
  2. salário mínimo garantido por lei, 13º salário e férias de 30 dias
  3. repouso semanal, de preferência no domingo
  4. licença gestante de 120 dias e a estabilidade no emprego até 5 meses após o parto
  5. aposentadoria
  6. aviso prévio de 30 dias
  7. auxílio-doença pelo INSS
  8. seguro desemprego (se recolheu fundo de garantia por tempo de serviço, por pelo menos 15 meses)
  9. vale tansporte
  10. juntamente com o empregador, recolher o INSS
  11. finalmente, como todo trabalhador doméstico, fundo de garantia opcional pelo empregador.
As dúvidas referentes ao salário (que não pode ser MENOR que o salário mínimo) são as mais citadas pelos internautas. Como esta profissão ainda não está regulamentada por lei federal, muitas questões ainda não estão respondidas (o que está na lei sobre o TRABALHADOR DOMÉSTICO está em vermelho, após cada pergunta):
  • qual é o salário da classe? Por enquanto, não se pode pagar menos que o salário mínimo.
  • qual é o tempo da jornada de trabalho? Será o que for escrito na carteira de trabalho.. Não há adicional noturno
  • o cuidador pode trazer o idoso para sua casa e cuidar dele? Não. Se fizer isso, fará de sua casa uma ILPI.
  • um parente que cuida do idoso (filha, irmã, nora, sobrinha…) tem direito a ser empregada como cuidadora e receber todas as prerrogativas descritas acima? Se se assinar a carteira de trabalho como tal, pode.
  • o cuidador de idosos também tem que fazer o trabalho doméstico? Se isso ficar acordado com o patrão, na carteira de trabalho, deverá cuidar também da casa (não deveria!)